Uma ordem de despejo decretada pelo tribunal de Faro estará na origem do encerramento do centenário Café Aliança, na Baixa da cidade, adiantou hoje a Câmara Municipal, que pretende salvaguardar o património cultural do estabelecimento.
A Câmara frisou que, "por diligências anteriormente efectuadas junto do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), no âmbito do processo de classificação do Café Aliança, foi decidido que, além do edifício, todo o património de relevância cultural nele presente seria alvo de classificação".
Segundo a Câmara de Faro, o Igespar acedeu ao pedido da autarquia e classificou "o tecto decorado com caixotões de gesso, a iluminação, o revestimento das paredes que exibem quadros com vistas de Faro e do Algarve e o mobiliário, inalterado desde há dezenas de anos, com mesas de ferro e tampos de mármore e cadeiras do mesmo material, fabricados por ferreiros do concelho".
"Com esta posição o município quis garantir que a memória do café Aliança, assim como o seu recheio, constituído em muitos aspectos por peças únicas e de indiscutível valor cultural, fiquem, protegidos enquanto referência histórica e cultural da cidade, independentemente das questões judiciais entre o proprietário e inquilino".
A Lusa constatou no local que o café está hoje encerrado e tentou ouvir o inquilino, mas este mostrou-se de momento indisponível para dar esclarecimentos sobre a matéria.
A par d'A Brasileira, em Lisboa, e do Majestic no Porto, o Aliança é dos mais antigos cafés do país, palco noutros tempos de tertúlias de intelectuais e visitado por ilustres como Fernando Pessoa, Marguerite Yourcenar ou Simone de Beauvoir.
Na base da acção de despejo está uma queixa do senhorio devido ao alegado incumprimento no pagamento das rendas.
Fonte: Barlavento online
Espero que prevalezca el sentido común y la sensibilidad suficientes para evitar la desaparició de este café centenario.
ResponderEliminar¡Qué vergüenza sería para los responsables municipales!